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	<title>Vítimas da Axcel &#187; Carlos Barbieri</title>
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	<description>Associação das Vítimas da Axcel Books</description>
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		<title>Carlos Barbieri</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 18:26:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Barbieri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vítimas]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu nome é Carlos Barbieri e também fui vítima da Axcel Books. A minha história começou em 2001, quando resolvi escrever um livro sobre BI-Business Intelligence, assunto que começava a despontar e sobre o qual eu desenvolvera experiências práticas na empresa onde trabalhava, aqui em BH. Fiz o contato com o Ricardo e a história [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu nome é Carlos Barbieri e também fui vítima da Axcel Books.</p>
<p>A minha história começou em 2001, quando resolvi escrever um livro sobre BI-Business Intelligence, assunto que começava a despontar e sobre o qual eu desenvolvera experiências práticas na empresa onde trabalhava, aqui em BH. Fiz o contato com o Ricardo e a história que se seguiu foi a mesma de todos. O mesmo enredo já descrito aqui pelos outros lesados. Interesse imediato, livro editorado e editado, etc, etc.</p>
<p>O livro vendeu bem, pois era o único texto em português sobre o assunto. Ainda hoje (quase) o é, embora esgotado. O livro foi amplamente adotado em inúmeras universidades pelo Brasil, tanto em cursos de graduação, quanto de pós-graduação.</p>
<p>O desfecho do meu relacionamento com o Ricardo foi mais ou menos o mesmo de todos: atrasos nos pagamentos dos direitos, planilhas comprobatórias extremamente suspeitas, oferta de pagamento de direitos através dos meus próprios livros, enrolação e mau atendimento,etc, etc.</p>
<p>Mas um fato interessantíssimo  aconteceu, mostrando o perfil do preclaro Ricardo Reimprecht: Certa feita eu estava numa livraria no Rio de Janeiro, no Shopping da Tijuca, quando olhando os livros sobre o assunto BI me deparei com um livro chamado “A Essência do BI”, de um outro autor, cujo nome omito. Comprei o livro por um interesse puro de aprender sempre. Passados alguns meses, quando folheava o livro, percebi que ele continha em torno de 13 páginas copiadas do meu. Ou seja, o autor havia escaneado aquelas 12-13 páginas e jogado para o Word e, sem escrúpulo algum, inserido no seu próprio texto. Teve o cuidado de não me citar nas referências bibliográficas, talvez para não chamar a atenção.  Citou somente um outro livro meu (Modelagem de Dados) que não guardava nenhuma relação com o assunto. Imediatamente fiz um arquivo digital contendo as páginas originais (do meu livro) e as respectivas cópias do tal livro. Liguei para o Ricardo relatando o fato e lhe enviei o arquivo, onde comparava, parágrafo a parágrafo, os nossos (digo, meus) escritos. Os que estavam no meu livro e os que estavam na cópia. O Ricardo me atendeu com aparente indignação, me prometendo ações imediatas e severas na justiça, dizendo que iríamos ganhar fácil aquela questão, que eu não precisa me preocupar, que ele faria contatos tão logo tivesse passado para a área jurídica da Axcel, etc, etc,etc.</p>
<p>Passados mais de 11 meses, repito 11 meses, depois de ligações que ele insistia em não me atender, por vezes me atendia de forma lacônica e desinteressada, resolvi partir para a briga. Numa das últimas ligações em que ele me atendeu, falei que eu iria brigar na justiça, visto que a Axcel Books não estaria interessada em nos defender (chamei atenção para o fato de que ele detinha 90% dos direitos e eu 10%, pois assim eram os contratos). Ele contra-argumentou dizendo que a editora que publicara o tal livro, era de amigos deles, que outrora foram sócios, hoje pertencia a um grande grupo editorial, que não sabe se valia a pena brigar, poderia ter retaliações, etc, etc, etc.</p>
<p>Busquei um advogado aqui em BH, entramos com um ação por danos morais e danos materiais contra editora (não a Axcel, a outra) e contra ao autor do plágio. Depois de dois anos ganhei tudo. Ganhei mais dinheiro nas barras da justiça do que nos direitos autorais com a Axcel. Para ganhar vendendo o meu livro, o que ganhei na justiça, eu teria que ser um Paulo Coelho da área de BI, descontadas as devidas amplificações&#8230;</p>
<p>Resumo da ópera: Como poderíamos esperar que o Sr Ricardo Reimprecht, que naquela ocasião não respeitou nem os seus próprios direitos, violentados por um infame caso de plágio, poderia respeitar os direitos dos outros(no caso nossos, os autores..).</p>
<p>Hoje estou reescrevendo o livro e pretendo lançá-lo em 2010 e o antigo (BI &#8211; Modelagem e Tecnologia), transformei em pdf e distribuo gratuitamente àqueles que contribuírem com um pequeno valor para um hospital que atende crianças com câncer aqui de BH. Os detalhes estão no meu blog (<a href="http://blogdobarbi.blogspot.com">http://blogdobarbi.blogspot.com</a>) ou no meu twitter (@carlosbarbieri).</p>
<p>Grato pela oportunidade. </p>
<p><strong>Gabriel Torres comenta:</strong></p>
<p>Tive problema similar de plágio, que não cheguei a comentar publicamente, porém ocorreu o mesmo. Encontrei em 2001 um livro que era uma cópia do meu livro, levei a denúncia à Axcel, fiz os relatórios de plágio solicitados (comparando parágrafo a parágrafo, a maior trabalheira) e eles nunca fizeram nada a respeito. Mais um ponto onde entrei pelo cano, porque como todo autor sabe, a questão do plágio não é ganhar dinheiro com o fato em si, mas sim tirar esses “autores” “control C + control V” do mercado. Em 2007, arrumando meu armário, achei esse livro e outros dois exemplos de plágio (<a href="http://www.clubedohardware.com.br/blog/134">clique aqui para ver</a>).</p>
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